Visando desenvolver uma nova cultura no âmbito do descarte de materiais plásticos, em 2018 a empresa garibaldense Plásticos Bellaforma idealizou o projeto “Reciclar é fazer mágica”, com a parceria da Sicredi Serrana. O projeto foca-se em um material encontrado em vasta quantidade no cotidiano das pessoas, o popular PET (politereftalato de etileno). Para maximizar o impacto cultural a ser conquistado com o projeto, o Reciclar busca como parceiros as escolas e entidades assistenciais.

Segundo o sócio-proprietário da Bellaforma, Samuel Moschetta, a iniciativa começou a tomar forma após ele participar do Congresso do Plástico, na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de Porto Alegre. “Eu conheci o projeto Tampinha Legal (recolhe tampinhas plásticas) e ao retornar para empresa, fiquei analisando como nós, que trabalhamos com transformação que utiliza o plástico reciclável, poderíamos mostrar o nosso valor”, conta Moschetta.

A preocupação com a imagem da empresa era grande. “A imagem que passava para a sociedade, quem não conhecia nossa matéria prima, poderia pensar que somos uma fábrica de fazer lixo e, na verdade, retiramos a garrafa pet da natureza para conseguir fazer as embalagens. A empresa tem que dar lucro, mas precisa pensar na comunidade, no meio ambiente e em tudo que está inserida”, entende o dirigente empresarial.

A partir daí, se deu início a um trabalho de planejamento, a fim de organizar o funcionamento do projeto, coletas, valores, entidades, mantenedores e todas as outras questões de cunho legal necessárias para a implementação. “Ainda no ano de 2018, começamos a testar o funcionamento do projeto com quatro entidades. Começamos a busca por parcerias junto às prefeituras, visto que a logística seria o fator determinante para o sucesso do projeto”, relara Samuel Moschetta.

No primeiro ano de funcionamento, em 2019, o projeto alcançou cerca de 15 entidades e recolheu quase oito toneladas de garrafas PET e revertendo as entidades cerca de R$ 22 mil. Samuel diz que em 2020 houve uma pequena queda no rendimento, devido à pandemia. “Mesmo assim, fechamos o ano com cerca de 20 entidades ativas, que entregaram ao projeto por volta de seis toneladas de PET, revertendo quase R$ 14 mil para entidades de Garibaldi e Carlos Barbosa”, avalia.

Pode participar qualquer instituição com cunho educacional ou assistencial, desde devidamente formalizadas com CNPJ. Para ter certeza se o material pode participar do projeto ou não, deve-se ficar atento ao símbolo que se encontra na embalagem. O Símbolo do PET deverá estar marcado no plástico com o triângulo de número 1. Na parte inferior, geralmente estará escrito PET ou PETE.

 “Infelizmente, o governo acaba não educando as pessoas para saber as diferenças do plástico, atualmente a pessoa não sabe se tem que lavar ou não a embalagem, são questões simples, mas que a maioria não sabe”, relata Samuel.

 

O impacto positivo do lixo. Jornal O garibaldense, Garibaldi 27 de Maio de 2021. Página 8 do caderno geral. Disponível em: https://www.ogaribaldense.com.br/jornais_interna/traje-sim-festa-nao. Acesso em: 17 de Jun. de 2021